A acessibilidade por Rodrigo, um exemplo de superação

A acessibilidade por Rodrigo, um exemplo de superação

A inclusão de funcionários com algum impedimento motor é um passo importante para a responsabilidade social de uma empresa. Adaptar as vias de acessos do escritório para colegas, clientes e visitantes merece o planejamento desde o começo da montagem do espaço de trabalho.


Aqui, na Callink, trabalha o coordenador de planejamento Rodrigo Bartasson. Cadeirante há 24 anos, com ele não tem tempo ruim. “Por aqui não tenho dificuldade nenhuma, está tudo bem adaptado”, revela.


Em um emprego anterior, a dificuldade era o acesso ao piso superior, possível apenas por escadas. Atualmente sem essa preocupação, apenas uma coisa tira Bartasson do sério: quem não respeita vaga de deficiente.


“Uma vez esbarrei com um carro estacionado sem o motorista ser cadeirante. Para protestar, deixei o carro parado na frente dele, impedindo a saída. Quando o motorista viu, pediu desculpas pelo erro. Mas só tomei essa atitude para ele se conscientizar”, conta Rodrigo.


Para o coordenador, a limitação está na cabeça de cada um. “Ou eu seguia minha vida, ou eu parava. Foi uma opção seguir em frente”. E seguiu mesmo. Em 1998, Bartasson representou o Brasil na seleção brasileira de basquete, no Campeonato Sul-Americano disputado em Buenos Aires.


Por fim, Rodrigo deixa um recado. “Vários amigos escolheram se aposentar, ao invés de continuar trabalhando. Não façam isso. As oportunidades no mercado são muito boas, com crescimento na carreira”, analisa.



Algumas dicas para tornar o espaço de trabalho acessível

- Acessos com rampa ou elevador para partes mais elevadas.

- Oferecer vagas exclusivas de estacionamento próximas ao local de trabalho.

- Possuir mesas baixas ou reguláveis.

- Ter banheiros adaptados para cadeirantes.

- Otimizar corredores e cadeiras, oferecendo espaço para locomoção e manobras do cadeirante.